“Se a minha vida durasse mais alguns anos, eu dedicaria
cinqüenta deles ao estudo do Livro do I e, então, talvez eu me tornasse um homem
sem grandes defeitos.”
- Confúcio, aos 70 anos de idade*
O I Ching, um dos livros sagrados da tradição chinesa, existia há mais de 2000
anos antes de Confúcio (c. 551-479 a.C). Seu texto original é composto por cerca
de 4900 ideogramas, no entanto, este pequeno livro é uma das mais expressivas
representações da antiga cosmologia chinesa. Revela também o Tao da Mutação, ou
Tao do I, conceito que permeia o pensamento chinês há milhares de anos.
Nesta tradução, o mestre Alfred Huang nos brinda com uma série de contribuições
especiais, necessárias para minimizar, por pouco que seja, a escassez de
verdadeiros mestres, que nos orientem no entendimento da riqueza deste texto
tradicional.
* Citado no início desta edição do I Ching.
Sobre o autor
O mestre Alfred Huang, no início dos anos 60, um período difícil de sua
vida, estudou o I Ching com o reverenciado Mestre Yin, que tinha mais de 80 anos
de idade e queria transmitir os ensinamentos que herdara de seu venerando
mestre. Depois que os comunistas subiram ao poder na China, em 1949, o I Ching
foi denunciado como livro de feudalismo e superstição. Foi banido do mercado e
sua leitura proibida. Em setembro de 1966, mestre Huang foi preso pelo governo
comunista e, durante os 22 anos de seu confinamento, diz ele que compreendeu o
Tao do I, a essência do I Ching.
Após ter sido libertado, em 1979, decidiu emigrar da China continental para os
Estados Unidos, o que fez no ano seguinte.
Em 1993, dispôs-se a fazer uma tradução do I Ching que fosse inglesa na forma,
mas chinesa em sua essência. Após nove extensas revisões, sua tradução para o
inglês foi publicada em 1998 e, em 2007, traduzida para o português.