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Artigo

 

Vacinas

Drenagens na homeopatia.

 

Françoise Berthoud

 

Na Suiça, nos anos cinquenta, o Dr. Dominique Senn, homeopata, que chamava as medicinas da energia de “biológicas”, desenvolveu a teoria das “barragens”.

Quando um medicamento homeopático, escolhido corretamente, não bons resultados, ele ensinava que um ou alguns acontecimentos tinham “cristalizado”, bloqueado o organismo, em reações inadequadas que criavam uma barragem à cura. Tais acontecimentos, na maioria dos casos, são incidentes imunológicos: doenças infecciosas ou vacinações.

Quando isto acontece, para fazer desaparecer a “barragem”, é suficiente ministrar ao paciente uma cultura do micro organismo, ou a vacina em questão, em doses homeopáticas muito diluídas (usamos, na Suíça, as diluições de Korsakoff, em 30, 200, M e XM, que podem ser substituídas por 5 CH, 9 CH, 15 CH e 30 CH, respectivamente). Isto se chamadrenagem” da barragem, da doença ou da vacina.

Os remédios homeopáticos derivados de produtos infecciosos são chamados de “nosódios”, de raiz grega que significa “doença”.

No caso das vacinas, este tratamento é também um excelente meio de verificar a frequência dos acidentes pós-vacinais.

 

Alguns exemplos:

 

Podem ser usados:

· O nosódio do sarampo, da caxumba ou da varicela, para o tratamento de uma convalescença difícil destas doenças;

· O nosódio da difteria, para tratar anginas recorrentes depois da vacina;

· O Streptococcinum, depois de uma escarlatina;

· O nosódio da rubéola, para dores articulares, efeitos secundários da vacina;

· A BCG diluída, para infecções crônicas depois da vacina contra a tuberculose.

 

Alguns casos clínicos:

 

Cristina, nascida em 1970.

Recebeu a vacina da hepatite A, em junho de 1996 e agosto de 1997.

A segunda injecção tinha provocado uma queda dos cabelos e diarreias quotidianas. No mês de outubro de 1997, Cristina recebeu quatro doses de diluições homeopáticas da vacina, que provocaram uma forte diarreia durante 3 dias (o que os homeopatas chamam de uma agravação terapêutica). Depois disso, ficou curada, sem nenhum sintoma.

 

Marcelo, nascido em 01.janeiro.1988

Recebeu a vacina sarampo-caxumba-rubéola, em abril de 1989.

A mãe consultou o homeopata, dizendo que, antes da vacina, o seu filho era uma criança muito alegre e ativa. Depois da vacina, Marcelo perdeu a alegria de viver, parecia deprimido e não brincava mais como antes. O exame médico foi normal, mas Marcelo parecia muito tímido e introvertido.

Depois de 4 doses do nosódio da vacina, dadas semanalmente, Marcelo entrou no gabinete médico com muita energia, caminhando diretamente para a caixa dos brinquedos, sorridente: uma outra criança. A mãe contou que, cada vez que Marcelo recebia uma dose, acontecia uma melhoria em seu comportamento e em sua energia.

 

Sílvia, nascida em 1980

Recebeu um reforço das vacinas tétano-difteria-polio em outubro de 1992.

Apareceu uma hemianopsia do campo visual esquerdo, sem outros sintomas. Muitos exames foram feitos, no serviço de neurologia do hospital, sem se chegar a nenhum diagnóstico. Quatro doses do nosódio da vacina foram dadas, e o campo visual se normalizou completamente.

 

Miguel, nascido em 1980

Em março de 2000, consultou o homeopata por um cansaço incoercível e uma perda da alegria de viver. Tinha recebido, em setembro de 1999, um reforço da vacina contra o tétano, no exército. Depois da vacina, tinha desmaiado e caído no chão.

O nosódio da vacina curou o jovem em menos de 10 dias.

 

Sara, nascida em 1990

Em 2001, os pais se queixaram da fadiga crônica de sua filha, que tinha recebido a BCG quando bebê. Dando os nosódios da vacina, a fadiga desapareceu e apareceu no braço da criança, no lugar onde a vacina é normalmente dada, uma supuração que durou algumas semanas e terminou numa cicatriz semelhante à que a vacina produz.

 

Rolando, nascido em 26.agosto.94

Desde a metade de novembro de 1994, Rolando recusou a alimentação, chorava muito e tinha fezes com muito mau cheiro. No mês de fevereiro, foi hospitalizado e recebeu antibióticos, mas não melhorou. No dia 7 de março de 1995, com 6 meses e meio, continuou recusando a alimentação, pesava 6 quilos, era agitado e ansioso.

O bebê tinha recebido, no dia 8 de novembro, as vacinas contra difteria, tétano, coqueluche e meningite por Hemophilus influenzae, mais a Sabin. Na tarde deste dia, tinha tido uma febre de 39 graus e a coxa que tinha recebido a vacina tinha estado vermelha, inchada e dolorosa.

Depois de uma agravação transitória, os nosódios de drenagem restabeleceram a situação. Quando alguns sintomas voltaram, o medicamento homeopático, que antes da drenagem não tinha produzido nenhum efeito, curou a criança.

 

Miriam, nascida em 1945

Sofria de infecções urinárias de repetição, com dores e hemorragia, medicadas com antibiótico. Em 1978, o homeopata pensou nas consequências da BCG e deu os nosódios em quatro doses sempre mais diluídas. Depois da segunda e da terceira dose, Miriam sofreu outra vez de infecções urinárias, que foram as últimas da sua vida.

 

Maurício, nascido em 1991

Recebeu com 3 e 4 meses a vacina difteria-tétano-coqueluche-Sabin, apresentando, nas duas vezes, febre de 39 graus na noite seguinte. Sem levar em conta o aviso, o pediatra vacinou outra vez quando a criança tinha 6 meses, adicionando a vacina contra meningite por Hemophilus influenzae. O bebê ficou febril outra vez e deixou de crescer e de fazer progressos durante dois meses, até que um osteopata teve a idéia de dar os nosódios.

Quando a criança estava com 15 meses de idade, recebeu a vacina sarampo-caxumba- rubéola e, novamente, ficou com febre na noite seguinte.

Com 19 meses, recebeu a vacina difteria-tétano-coqueluche e meningite por Hemophilus influenzae. Desta vez, a febre foi acompanhada de uivos por toda a noite. O pediatra consultado não observou nada especial. Seis dias depois, Maurício deixou de caminhar, os pais compraram os nosódios na farmácia e tudo se normalizou.

Nesta história pungente, as vacinas, a cada vez, provocaram uma inflamação no cérebro, uma encefalite mínima. Os médicos, na confiança total que eles têm nas vacinas, não tiraram conclusões sobre o que viram. Os pais também poderiam ter recusado mais vacinas para a criança que reagia tão mal todas as vezes. Esta criança teve muita sorte. Os nosódios nem sempre são eficazes e os distúrbios neurológicos podem ser definitivos.

Existem casos com problemas do mesmo tipo que os casos que apresentamos, que pensamos ser consequência das vacinas, e que, infelizmente, não responderam ao tratamento pelos nosódios.

Este texto reflete a experiência da Dra Françoise Berthoud, pediatra homeopata, e do Dr François Choffat (no livro, em francês: “Vaccinations, le droit de choisir” - Ed. Jouvence).

 

Contatos com a autora:

Françoise Berthoud - francabertu@orange.fr, do Grupo de Estudos das Vacinas da Suiça Francesa, www.infovaccins.ch.

 

O livro do médico homeopata François Choffat: “Homeopatia e medicina, um novo debate”, foi publicado no Brasil pela Editora Loyola. Tem três capítulos sobre as vacinas.

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